Somos partes de nós
Partes do que foi nosso
Do nosso passado
Da nossa vida
De cada brincadeira infantil
Cada beijo, cada choro
De cada sorriso recebido
Principalmente, de cada sorriso dado
Sempre assim
Sempre guardando algo novo
Sempre aumentando nosso passado
Sempre a nos aumentar
Mas há partes e há partes
Há as que insistem em ficar
Sempre, o coração sabe
A razão e a ação criam a distância
Mas elas ficam
Guardadas em lugar mais seguro
Guardadas, nem sei, sob a pele
Há lembranças que doem
Como beijo especial
Como violeta na beira da janela
Como foto que não sai do mural
Poema escrito a partir da crônica Do Nosso Jeito, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2009/01/do-nosso-jeito.html
domingo, 18 de janeiro de 2009
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Primeiro Amor
Apenas seis anos
Ainda era uma criança
E descobriu o amor
Não foi paixão fulminante
Assim, à primeira vista
Foi aos poucos
Sendo conquistada
Como todo grande amor
Quando se deu conta
Já era tarde
Ele já era seu melhor amigo
Seu confidente
Via seus olhos brilhantes
Sempre que estava por perto
Apenas seis anos
Ainda era uma criança
E descobriu a perda
Seu amor se foi
E descobriu mais
O mais importante
O mais doído
Todo amor um dia acaba
Todo grande amor é fugaz
Ele se foi
Seu peixinho
Seu amigo escamado
Seu primeiro amor
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Sobre a sensibilidade, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/11/sobre-sensibilidade.html
Ainda era uma criança
E descobriu o amor
Não foi paixão fulminante
Assim, à primeira vista
Foi aos poucos
Sendo conquistada
Como todo grande amor
Quando se deu conta
Já era tarde
Ele já era seu melhor amigo
Seu confidente
Via seus olhos brilhantes
Sempre que estava por perto
Apenas seis anos
Ainda era uma criança
E descobriu a perda
Seu amor se foi
E descobriu mais
O mais importante
O mais doído
Todo amor um dia acaba
Todo grande amor é fugaz
Ele se foi
Seu peixinho
Seu amigo escamado
Seu primeiro amor
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Sobre a sensibilidade, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/11/sobre-sensibilidade.html
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Só por você
Caminhar na praia
Correr no calçadão
Academia, sol e natação
Dietas e educação alimentar
Manter o corpo dourado
As curvas bem definidas
Só para você
Cuidar da mente
Boas leituras
Estudo e formatura
Ter um bom nome
Uma carreira que dê orgulho
Só planos para te levar comigo
Levar a Laura no balé
O Ernesto e o Mateus no futebol
E, às cinco, pegar nossa pequena
Nossa filha com nome de flor
Passar o domingo no parque
Chimarrão à tarde
Pizza à noite
Colocar as crianças para dormir
E te amar devagarzinho
Até adormecer, até amanhecer
Tudo são planos
Tudo são sonhos
Querer ser a mais bonita
Não parar de melhorar
Não parar de me enfeitar
Tudo eu mudaria
Tudo eu seria
Se de repente você voltasse
Se de repente fosse agora
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica do dia 03 de novembro, de Cáh Morandi.
http://depoisdasletras.blogspot.com/2008/11/03-de-novembro.html
Correr no calçadão
Academia, sol e natação
Dietas e educação alimentar
Manter o corpo dourado
As curvas bem definidas
Só para você
Cuidar da mente
Boas leituras
Estudo e formatura
Ter um bom nome
Uma carreira que dê orgulho
Só planos para te levar comigo
Levar a Laura no balé
O Ernesto e o Mateus no futebol
E, às cinco, pegar nossa pequena
Nossa filha com nome de flor
Passar o domingo no parque
Chimarrão à tarde
Pizza à noite
Colocar as crianças para dormir
E te amar devagarzinho
Até adormecer, até amanhecer
Tudo são planos
Tudo são sonhos
Querer ser a mais bonita
Não parar de melhorar
Não parar de me enfeitar
Tudo eu mudaria
Tudo eu seria
Se de repente você voltasse
Se de repente fosse agora
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica do dia 03 de novembro, de Cáh Morandi.
http://depoisdasletras.blogspot.com/2008/11/03-de-novembro.html
domingo, 2 de novembro de 2008
A Poeta e a Vida
Ah, Vida
Por que ser assim
Razão ao dizer não
Paixão ao dizer sim
Piedade no talvez
Ah, Vida
Por que me deixaste perdida
Sem romper do adeus
Sem saber partir
Sem ter um cais para ancorar
Nem barco, nem mar
Só enjôos e abandonos
Ah, Vida
Por que passar o tempo
Só no calendário
E eu, perplexa
A cada amanhecer
A cada raiar
E o tempo escorrendo
Ah, Vida
Diz que não quero voltar
Diz que ainda tropeço
Em palavras mortas no chão
As mesmas que eram sem fim
Ah, Vida
Diz que ainda sinto cheiro
Vejo o sorriso
Ouço as poesias e as palavras
Ouço até o seu silêncio
Ah, Vida
Ensina-me a arte dos encontros
Perdoa-me se não amei
Que perdôo também
Mas, Vida
Mais do que tudo
Por favor, me diga
Por que fazes isso comigo
Com tão bobo coração?
- Faço para que escrevas, Poetinha
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Parábola, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/11/parbola.html
Por que ser assim
Razão ao dizer não
Paixão ao dizer sim
Piedade no talvez
Ah, Vida
Por que me deixaste perdida
Sem romper do adeus
Sem saber partir
Sem ter um cais para ancorar
Nem barco, nem mar
Só enjôos e abandonos
Ah, Vida
Por que passar o tempo
Só no calendário
E eu, perplexa
A cada amanhecer
A cada raiar
E o tempo escorrendo
Ah, Vida
Diz que não quero voltar
Diz que ainda tropeço
Em palavras mortas no chão
As mesmas que eram sem fim
Ah, Vida
Diz que ainda sinto cheiro
Vejo o sorriso
Ouço as poesias e as palavras
Ouço até o seu silêncio
Ah, Vida
Ensina-me a arte dos encontros
Perdoa-me se não amei
Que perdôo também
Mas, Vida
Mais do que tudo
Por favor, me diga
Por que fazes isso comigo
Com tão bobo coração?
- Faço para que escrevas, Poetinha
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Parábola, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/11/parbola.html
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
A Crisálida e o Aureliano
Turbilhão de palavras
Sem asa querendo voar
Palavras lagarta
Mastigam o que está à solta
Crescem, engordam
E me consumem
Não há mais volta
Pego e embrulho
Com jeito e no capricho
Não conseguir empacotar
A tal palavra inquieta
Provoca grande estrago
A morte do poema
Ou a loucura do poeta
O pacote se rompe
É lei natural
E há de ser na hora exata
Para que não morra a palavra
A borboleta, a crisálida
Pausa
A palavra quer sair
Agora, desponta numa fenda
Pequeno pedaço de asa
Descobre o mundo aqui fora
As cores surgem
A palavra se liberta
O Aureliano chora
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica A Crisálida e o Aureliano, de Jérsica Paes.
http://segredodecrisalida.blogspot.com/2008/03/crislida-e-o-aureliano.html
Sem asa querendo voar
Palavras lagarta
Mastigam o que está à solta
Crescem, engordam
E me consumem
Não há mais volta
Pego e embrulho
Com jeito e no capricho
Não conseguir empacotar
A tal palavra inquieta
Provoca grande estrago
A morte do poema
Ou a loucura do poeta
O pacote se rompe
É lei natural
E há de ser na hora exata
Para que não morra a palavra
A borboleta, a crisálida
Pausa
A palavra quer sair
Agora, desponta numa fenda
Pequeno pedaço de asa
Descobre o mundo aqui fora
As cores surgem
A palavra se liberta
O Aureliano chora
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica A Crisálida e o Aureliano, de Jérsica Paes.
http://segredodecrisalida.blogspot.com/2008/03/crislida-e-o-aureliano.html
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Boa Noite
Hoje quero te dar um beijo
Só um beijo de boa noite
Só um beijo na testa
Um beijo delicado
Boa noite de sono
Dorme em paz
Nada vou te pedir
Apenas te ver
Enquanto dormes
Doce e tranqüilo
Sem máscaras
Rosto e alma nus
Dorme hoje
Barba só amanhã
Agenda só amanhã
Compromissos só amanhã
Dorme sono profundo
O sono é boa cama
Para os sonhos repousar
Dorme e sonhe
Quase amando uma menina
Que queria te dar um beijo
Pelas noites que virão
Dorme o sonho milagroso
Entre um e outro
Pode despertar o amanhã
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Um Beijo, Boa Noite, de Cáh Morandi. http://carinemorandi.blogspot.com/2008/10/um-beijo-boa-noite.html
Só um beijo de boa noite
Só um beijo na testa
Um beijo delicado
Boa noite de sono
Dorme em paz
Nada vou te pedir
Apenas te ver
Enquanto dormes
Doce e tranqüilo
Sem máscaras
Rosto e alma nus
Dorme hoje
Barba só amanhã
Agenda só amanhã
Compromissos só amanhã
Dorme sono profundo
O sono é boa cama
Para os sonhos repousar
Dorme e sonhe
Quase amando uma menina
Que queria te dar um beijo
Pelas noites que virão
Dorme o sonho milagroso
Entre um e outro
Pode despertar o amanhã
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Um Beijo, Boa Noite, de Cáh Morandi. http://carinemorandi.blogspot.com/2008/10/um-beijo-boa-noite.html
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Descobertas
Ela descobriu
Descobriu que não precisava de olhar
Que não precisava de palavras
Não precisava de adeus
Descobriu que dormiria bem sem beijo
Viveria feliz sem mãos dadas
Cresceria sem temer o tempo
Descobriu que qualquer olhar valia
Qualquer sorriso lhe sorriria
Que solidão não se ia com qualquer companhia
E que não faz mal
Não se deve temê-la
Nem sofrer ao lembrar
Ela descobriu o pior
Que o descobrir traz tudo à vista
Mas só se vê o que se quer
Descobrir não é querer
Descobrir é amargo
E descobriu o melhor também
Descobriu que nada tem que ser agora
Que nem toda verdade descoberta
Tem que ser aceita e engolida
Algumas mentiras ainda confortam
Alguns sentimentos podem esperar
Cobertos por caramelo
Dados de presente
E podem ser doce
Descobriu que descobrir é como ela
Às vezes, amargo
Às vezes, doce
Assim sentia um
Entregava o outro
Assim ela morreu
Silêncio pela menina agridoce
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Agridoce, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/10/agridoce_25.html
Descobriu que não precisava de olhar
Que não precisava de palavras
Não precisava de adeus
Descobriu que dormiria bem sem beijo
Viveria feliz sem mãos dadas
Cresceria sem temer o tempo
Descobriu que qualquer olhar valia
Qualquer sorriso lhe sorriria
Que solidão não se ia com qualquer companhia
E que não faz mal
Não se deve temê-la
Nem sofrer ao lembrar
Ela descobriu o pior
Que o descobrir traz tudo à vista
Mas só se vê o que se quer
Descobrir não é querer
Descobrir é amargo
E descobriu o melhor também
Descobriu que nada tem que ser agora
Que nem toda verdade descoberta
Tem que ser aceita e engolida
Algumas mentiras ainda confortam
Alguns sentimentos podem esperar
Cobertos por caramelo
Dados de presente
E podem ser doce
Descobriu que descobrir é como ela
Às vezes, amargo
Às vezes, doce
Assim sentia um
Entregava o outro
Assim ela morreu
Silêncio pela menina agridoce
Alexandre Spinelli
Poema escrito a partir da crônica Agridoce, de Camilla Leonel.
http://sentimentolices.blogspot.com/2008/10/agridoce_25.html
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